Autocuidado leve e possível

Autocuidado não é egoísmo: por que tantas mulheres sentem culpa ao se priorizar?

Por Ana Tahan · Naturóloga e criadora do Método CARE · leitura de 3 min

Autocuidado não é egoísmo porque egoísmo é ignorar as necessidades dos outros — e autocuidado é parar de ignorar as suas. São coisas diferentes. A mulher que se cuida não tira nada de ninguém: ela apenas se inclui na lista de pessoas que merecem atenção. E, na prática, quem se cuida cuida melhor: com mais presença, menos ressentimento e mais energia real.

A conta que não fecha

Uma mulher que dorme mal, não descansa e vive no automático não entrega mais aos outros — entrega menos, com mais desgaste. O "egoísmo" de fazer uma pausa devolve exatamente aquilo que a sobrecarga rouba: paciência, presença e clareza. Não é matemática emocional complicada; é a diferença entre dar de um poço vazio e de um poço com água.

O ressentimento é um sinal, não um defeito

Quando o cuidado com os outros vem acompanhado de irritação crescente e uma sensação de injustiça silenciosa, o corpo está avisando: as suas necessidades entraram em dívida. Ressentimento é a fatura do autoabandono — e a saída não é culpar ninguém, é voltar a se incluir.

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Ana Tahan
Ana Tahan

Naturóloga (UNISUL), professora de Yoga há mais de 10 anos, aromaterapeuta clínica e criadora do Método CARE. Atende em Florianópolis e online.

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